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Aula de Literatura - Músicas Professora Adriana:

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Letras

Renascimento
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

O Renascimento também
É chamado de Classicismo
Valorizando a razão
Que é antropocentrismo

A sociedade começa
Da Igreja a se libertar
É o homem valorizado
Arte clássica a reinar

Retomam os greco-latinos
Que serão a inspiração
Resgate da epopéia
Que é símbolo da emoção

Fim da medida velha
Versos não mais redondilhos
Lá vem a medida nova
Versos serão decassílabos

Refrão
Obra máxima Os Lusíadas
Do grande Luís de Camões
A principal narrativa
É sobre as navegações

É o povo português
O grande herói aclamado
Vence com ajuda dos deuses
Mares nunca navegados

Refrão
No Brasil recém-descoberto
Literatura de informação
Carta de Pero Vaz
Anchieta na evangelização

É o início da Contra-Reforma
Ataque do teocentrismo
E o Barroco nascendo
Resgatando o cristianismo

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Barroco
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

Pode ser chato ou legal
Barroco é paradoxal

Marca central é a antítese
Tem-se prazer ou martírio
Mulher é anjo ou demônio
E leva o homem ao delírio

Exageros e trocadilhos
São as marcas do cultismo
Organização das idéias
É o jogo do conceptismo

Mostra conflito do homem
Ante a fé e o pecado
Sacanagem é proibida
E nada está liberado

Refrão
Poesia sacra ligada
Ao pecado e à salvação
Arrependimento presente
É o homem pedindo perdão

Satírica, mete o pau,
No clero e na sociedade
Políticos e bajuladores
Têm que enfrentar a verdade

Gregório de Matos é exemplo
Do barroquismo eterno
Descia a lenha em todos
Chamado Boca do Inferno

Refrão
Se Gregório é depravado
Padre Vieira é abençoado
Defende judeus da perseguição
E índios da escravidão

E uma estrutura clássica
Apresenta seu sermão
O da Sexagésima questiona
O efeito da pregação

E no contraste de idéias
Barroco foi se firmando
Como a arte do conflito
Com a Igreja dominando

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Arcadismo
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

Quero uma vida no campo
Que seja muito simplória
Curtindo o Arcadismo
Isso vai ser a glória

Voltou o ideal clássico
Valorizando o bucolismo
Buscando o equilíbrio
Clareza e pastoralismo

Ironiza clero e nobreza
O escrachado do Bocage
É um poeta português
Que gosta da sacanagem

E não se limita ao bucólico
Antecipa o romantismo
Ao expressar o sofrimento
Isso é subjetivismo

Refrão
Tem Marília de Dirceu
De Tomaz Antônio Gonzaga
A primeira parte exalta
Beleza da musa amada

Segunda parte no cárcere
Melancolia presente
Satírico também foi
Cartas Chilenas não mentem

E Cláudio Manuel da Costa
No amor é desilusão
Escreve a rusticidade de Minas
E de Portugal a sofisticação

Refrão
Clássica epopéia O Uruguai
Basílio da Gama cria
Retrata o grande conflito
Entre os Europeus e jesuítas

Outra epopéia famosa
Escreveu Santa Rita Durão
Chamada Caramuru, ou seja
Filho do Trovão

Que é a estória do naufrágio
De Diogo Álvares Correia
Que enaltece os índios
Fauna e flora brasileiras

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Romantismo
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

Excesso de sofrimento
Mulher fenomenal
O herói sempre presente
Romantismo é legal

A morte serve de fuga
Se renuncio a viver
A natureza é cúmplice
Por amor posso morrer

Poeta romântico espelha
Excesso do "eu" nos poemas
Criando com liberdade
Romantismo em vários temas

Três gerações encontramos
Na poesia do Romantismo
Nacionalista; Ultra-Romântica
Por fim o condoreirismo

Gonçalves Dias retrata
O índio e nacionalismo
"Minha terra tem palmeiras...."
Nunca me esqueço disso

Refrão
Álvares de Azevedo é sofrido
A morte ele procurou
Levado pelo mal-do-século
"Foi poeta - sonhou - e amou"

Castro Alves é condoreiro,
Sua poesia é social
Dos escravos revela dramas
Descreve a mulher sensual

Navio Negreiro é sua marca
De eloqüência e vibração
Espumas Flutuantes cultiva
Mulher, natureza e nação

Refrão
A Moreninha é um romance
De aspecto urbano
Do conhecido Macedo
Que açucara o cotidiano

A virgem dos lábios de mel
É a Iracema de Alencar
Deflorada por Martim
América vem simbolizar

Do Manuel de Almeida,
No Sargento de Milícias
Leonardo é o primeiro anti-herói
E se enrola com a polícia

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Realismo
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

Chega de mela-mela
Agora é nova visão
O Realismo é crítico
Romance de Revolução

Visão objetivista
Adultério é a maior chaga
Personagens são redondas
O homem mostrando a cara

Vou te contar uma história
Eça é de Queirós
Que ataca a hipocrisia
Pra tudo levanta a voz

No Crime do Padre Amaro
O padre a beata engravidou
Morreram beata e filho
Mas O Crime continuou

Luísa no Primo Basílio
Sonha muito e não faz nada
Sacaneia seu marido
E fica na mão da empregada

Refrão
No Brasil quem ironiza
É Machado de Assis
Revela com muito cinismo
Baixarias do país

Universalismo, humor negro
Pessimismo, percepção
Dá pouco interesse ao enredo
Só as personagens em questão

Nas Memórias de Brás Cubas
Conversa com o leitor
Explora metalinguagem"Autor defunto", "defunto autor"

E Dom Casmurro que acha
Que Capitu o traiu
Fica sempre na dúvida
Do filho que ela pariu

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Naturalismo
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

É hora do rala-rala,
Inspirado no determinismo
Faz o Romance de Tese
Esse é o Naturalismo

Enquanto no Realismo
Perspectiva é psicológica
No Naturalismo, personagens
Têm análise patológica

O instinto predomina
Fortemente sobre a razão
Homem animalizado
Tudo é esculhambação

Refrão
De Aluísio de Azevedo
O Cortiço é um exemplo
De romance coletivo,
Mostra depravação sem medo

Da pobreza do cortiço
João Romão é proprietário
O sobrado é de Miranda
Que é um burguês milionário

O Mulato denuncia
O preconceito racial
Revela o padre assassino
E o triunfo do mal

Refrão
Raul Pompéia e o Ateneu
Crônica de saudades
Colégio interno que tem
Muitas atrocidades

Além de Aristarco que é
Um diretor repressor
Relata homossexualismo
E a falta de pudor

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Parnasianismo
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

Lapidação das palavras
Presente o descritivismo
Arte pela Arte
É o ideal do Parnasianismo

Métricas são perfeitas
Formalismo da poesia
Preferência pelos sonetos
Volta da mitologia

É uma poesia plástica
Palavra é a matéria prima
Imagens com muitas cores
Ricas são as suas rimas

Refrão
Olavo Bilac é um príncipe
Um ourives da palavra
Além do amor sensual
Patriotismo exaltava

Na Profissão de Fé
Criou manifesto parnasiano
Não quis saber dos problemas
Considerados urbanos

Refrão
Na tríade parnasiana
Temos Raimundo Correia
Além de Olavo Bilac
E Alberto de Oliveira

Alberto de Oliveira é ortodoxo
Preso ao rigor formal
Correia aproxima-se do Romantismo
Com a mulher ideal.

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Simbolismo
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

No Simbolismo, observe
Musicalidade é marcante
Sinestesia também
Subjetivismo constante
No misticismo o mistério
Busca o transcendente
Pra justificar a existência
Mergulha no inconsciente
A musicalidade aparece
Devido a aliterações
"Vozes veladas, veludas vozes...
Volúpias dos violões"

Refrão
Cruz e Souza é revolta
Um tédio que causa dor
Obsessão pelo branco (cor branca)
O erótico e o amor
Ao usar muito soneto
Tende ao Parnasianismo
Na busca de paz para a alma
Explora o Simbolismo

Refrão
Alphonsus de Guimaraens
Acredite se quiser
Associa a Virgem Maria
A figura ideal da mulher
Fala do amor e da morte
E temáticas de dor
Místico religioso
Teve decepções no amor

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Pré-Modernismo
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

Passadismo já passou
Lá vem o Pré-Modernismo
Fase de transição
Antes do Modernismo
Busca linguagem mais simples
Chamada coloquial
Realidade brasileira
Denúncia do social
É o Novo Regionalismo
Modernismo vindo aos poucos
Enfoque nos suburbanos,
Sertanejos e caboclos
Euclides da Cunha é rebuscado
Autor de Os Sertões
Onde denuncia a miséria,
Fanatismo e mais questões

Refrão
Lima Barreto, oprimido,
Viveu muito revoltado
Por ser mulato e alcoólatra
Se achava discriminado
Traços autobiográficos
A sua obra tem
Linguagem objetiva, informal
Muito simples também
Em Policarpo Quaresma
Critica o nacionalismo
Os desmandos da república
E o patético ufanismo

Refrão
Monteiro Lobato foi
Grande escritor do Brasil
Fez das personagens do "Sítio"
Famosa criação infantil
Em Urupês ele acusa
Jeca Tatu de indolente
Mas reconhece que o mesmo
Era um caboclo doente

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Primeiro Momento Modernista
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

Ruptura com o passado
Desbunde intelectual
Semana da Arte Moderna
Foi o marco central
Primeira Fase modernista
Rompe com a Academia
Valoriza o cotidiano
E o vulgar, quem diria
Combate o tradicional
Chega de gramatiquice
Mas parnasianos acharam
Verso livre esquisitice
Recuperação das raízes
Da história brasileira
Através do humor
Críticas e brincadeiras

Refrão
E tem poemas-paródias
Também poemas-piadas
Além dos poemas curtos
Poesias debochadas
Oswald de Andrade é irônico
Manifestos ele cria
Antropófago convicto
Satiriza a burguesia
Mário de Andrade é polêmico
Escreve Macunaíma
"Herói sem nenhum caráter"
Marca que predomina

Refrão
Manuel Bandeira com traços
Parnasianos e simbólicos
Mas cultua o verso livre
Tematiza o melancólico
Fernando Pessoa inovou
No Modernismo português
Criou os seus heterônimos
E ainda causa "estranhez"

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Modernismo - Gerações de 30 e 45
Letra: Roginei Paiva da Silva
Música: Juninho Carvalho

Chegam duas gerações
E vêm sem radicalismo
De 30 e 45
Elas são do Modernismo

A Geração de 30 tem
Expressão literária crítica
Poesia mística, prosa regional
E ação política.

Drummond retrata o social
Também questiona a poesia
Mineiridade marcante
"Amor, humor e ironia"

Graciliano Ramos escreve
Vidas Secas nordestinas
Desumanização, brutalidade
Retirantes em suas sinas

Refrão
A Geração de 45
Mistura prosa e poesia
Renova a expressão literária
Nova estética ela cria

Guimarães Rosa inova
Abusa do neologismo
Grande Sertão Veredas
Obra do regionalismo

Clarice Lispector vasculha
Universo mental dos humanos
Trabalha as inquietações
De personagens urbanos

João Cabral de Melo Neto
Em Morte e Vida Severina
Relata a fuga da seca
E a miséria nordestina

Refrão

 

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